as uma proposição
A crítica não é um gesto de negação, mas uma proposição de mundos possíveis.
.VER: https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/24362/2/Disserta%c3%a7%c3%a3o-Victor%20Hugo%20Soares%20Quintan-2025-Completa.pdf
A retórica da modernidade, que inclui ideias como progresso, desenvolvimento e civilização, está inseparavelmente ligada à lógica da colonialidade. A modernidade não pode ser compreendida sem a colonialidade, pois uma dá suporte à outra. A educação modernafoi concebida como ferramenta para consolidar o conhecimento eurocentrado, apagando ou desqualificando epistemologias que não se alinham ao padrão ocidental. Nesse sentido, o projeto civilizatório moderno não é apenas econômico e político, mas epistêmico,e a escola é seu principal dispositivo de inculcação e reprodução (Mignolo, 2008, p. 10).É fundamental observar com atenção que, embora as práticas coloniais diretas tenham sido formalmente superadas, as estruturas de saber e poder que as sustentavam persistem sob novas roupagens no campo educacional. A naturalização dos cânones europeus, a ausência de vozes subalternizadas nos livros didáticos e a valorização do conhecimento científico em detrimento das epistemologias populares e ancestrais revelam o quanto o colonialismo ainda ecoa nas escolas. Trata-se de uma colonialidade renovada, travestida de “modernização” e “melhoria da qualidade”. Como afirma Linda Tuhiwai Smith: “[...] a pesquisa ocidental tem sido uma ferramenta da colonização, utilizada para explorar, marginalizar e desumanizar” (2007, p. 2).
COLONIALIDADE DO SABER E DO SENTIR?
DESOBEDIENCIA EMOCIONAL
O epistemicídio começa quando se ensina que só há uma forma válida de conhecer, e que todas as outras precisam ser corrigidas, superadas ou esquecidas (Santos, 2014, p. 73)
horizontes plurais de existência. Autores como Aníbal Quijano, Boaventura de Sousa Santos, Catherine Walsh, Walter Mignolo, Enrique Dussel, Linda Tuhiwai Smith e Arturo Escobar, entre outros, denunciam a colonialidade do poder, do saber e do ser, ao mesmo tempo em que constroem propostas teóricas e políticas baseadas na interculturalidade, na justiça cognitiva e na ecologia de saberes. Suas contribuições não apenas resgatam a dignidade dos saberes subalternizados, mas também ampliam os marcos da teoria crítica global, ao incluir vozes historicamente silenciadas na produção de conhecimento. Ver:
epistêmica e apontaram alternativas insurgentes. Esses autores propõem não apenas uma crítica, mas também a construção de um novo horizonte ético-epistêmico, fundado na diversidade, na reciprocidade e na pluralidade de saberes. Como afirmam Smith, Tuck e Yang, “[...] a decolonização requer o desmantelamento da epistemologia dominante que exclui os povos indígenas e racializados” (2019, p. 10). E Walsh complementa que “[...] não se trata de incluir o outro no mesmo sistema, mas de desestabilizar a lógica queo inferioriza” (2013, p. 41), apontando para uma mudança estrutural no campo educaciona
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