Meu cantinho de Insights, fichamentos, reflexões, textos autorais, publicações, etc. também é o espaço de falar das minhas emoções e compreender meu universo onírico.
Fran Mestranda
Assim experimentado, o amor é um desafio constante; não é um lugar de repouso, mas é mover-se, crescer, trabalhar juntamente; haja harmonia ou conflito, alegria ou tristeza. Eric Fromm em “A arte de amar”
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O modelo dos Cinco Grandes Fatores (ou Big Five), também conhecido pelo acrônimo OCEAN, é um construto central que sustenta a proposta de avaliação de competências socioemocionais (como o projeto SENNA).
Este modelo é apresentado como a maneira mais eficaz de analisar a personalidade humana, sendo fruto de um suposto "consenso" entre psicólogos. O modelo foi desenvolvido na década de 1980 por McCrae e Costa, a partir de trabalhos precursores de outros autores.
Os Cinco Grandes Fatores são variáveis universais, obtidas por análise fatorial de respostas de amplos questionários sobre comportamentos. Sua base é a hipótese lexical, que pressupõe que os traços de personalidade mais relevantes são codificados na linguagem.
Os cinco domínios e suas características específicas mencionadas nas fontes são:
1. Abertura a Novas Experiências (Openness to experience)
◦ É um dos cinco fatores latentes identificados pela análise fatorial para descrever a estrutura da personalidade humana.
2. Extroversão (Extraversion)
◦ Este traço está associado ao protagonismo.
◦ É um dos dois únicos fatores (sendo o outro o Neuroticismo) que, segundo alguns críticos do modelo, estão consistentemente presentes nos modelos de personalidade existentes.
3. Amabilidade (ou Afabilidade, Agreeableness)
◦ Juntamente com a Extroversão, a Amabilidade é um dos fatores que, segundo alguns pesquisadores, se mantêm presentes nos modelos de personalidade existentes.
◦ Os termos que compõem este e outros fatores carregam uma carga valorativa, o que representa uma crítica ao modelo, pois o indivíduo pode ter dificuldade em se identificar como não sendo "amável".
4. Conscienciosidade (Conscientiousness)
◦ Este fator está ligado à perseverança e ao autocontrole.
◦ A Conscienciosidade engloba atributos valorizados pela escola, como a disciplina e a organização.
◦ O impacto deste atributo é explicitamente quantificado no projeto SENNA, onde se calcula que elevar a Conscienciosidade de um estudante do percentil 25 para o percentil 75 resultaria em um aumento de desempenho equivalente a 4,5 meses de aprendizado em matemática.
◦ Este fator é um dos cinco que, segundo o modelo, descrevem a personalidade.
◦ É considerado um dos poucos fatores, juntamente com a Extroversão, presentes nos modelos de personalidade existentes.
me explique melhor esse big five em comparação com as macroestratégias do Senna. Qual a relação?
A sua consulta busca estabelecer a relação entre o modelo dos Cinco Grandes Fatores (Big Five) e as macrocompetências socioemocionais utilizadas pelo Instrumento Senna (Social and Emotional Non-cognitive Nationwide Assessment).
A relação é de fundamentação teórica: o modelo Big Five serve como a base conceitual e taxonômica para a organização das competências socioemocionais no Instrumento Senna.
1. O Modelo dos Cinco Grandes Fatores (Big Five)
O Big Five (também conhecido pela sigla OCEAN) é apresentado pelos proponentes do Instrumento Senna como um modelo organizativo que representa várias descrições de características humanas em uma estrutura de cinco fatores.
O Relatório Desenvolvimento socioemocional e aprendizado escolar afirma que há um "consenso" entre psicólogos de que a maneira mais eficaz de analisar a personalidade humana é observá-la nessas cinco dimensões.
Os cinco fatores latentes do Big Five, obtidos por meio de análise fatorial de questionários, são:
1. Abertura a Novas Experiências (Openness to experience).
2. Extroversão (Extraversion).
3. Amabilidade (Agreeableness).
4. Conscienciosidade (Conscientiousness).
5. Estabilidade Emocional (ou Neuroticism).
A robustez do modelo é defendida pelo Instituto Ayrton Senna (IAS) com base no fato de que esses fatores teriam sido empiricamente replicados em diferentes faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos), em diferentes culturas e ao longo do tempo, consistindo em um mapa conceitual robusto das características humanas. Além disso, o modelo é amplamente utilizado ao redor do mundo e adotado por organizações como a OCDE.
2. O Modelo Organizativo do Instrumento Senna (Macrocompetências)
O Instituto Ayrton Senna utiliza o modelo Big Five como seu referencial comum e base para a compreensão e organização das competências socioemocionais.
No Instrumento Senna, os cinco fatores do Big Five são traduzidos em cinco macrocompetências socioemocionais. O IAS considera o Big Five uma taxonomia adequada para esse fim, pois permite agrupar as principais características humanas de forma simplificada e abrangente.
A correspondência entre o Big Five e as macrocompetências do Instrumento Senna é a seguinte:
Fator Big Five
Macrocompetência Senna
Descrição Geral (IAS)
Abertura à experiência
Abertura ao Novo
Tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais e ter mentalidade investigativa e curiosa.
Conscienciosidade
Autogestão
Capacidade de ser organizado, esforçado, ter objetivos claros e saber como alcançá-los de maneira ética.
Extroversão
Engajamento com os Outros
Motivação, abertura para interações sociais, e energia direcionada ao mundo externo.
Amabilidade
Amabilidade
Grau com que a pessoa age com compaixão, justiça, acolhimento e afeto ao socializar, sendo cooperativa e solidária.
Neuroticismo
Resiliência Emocional
Capacidade de lidar com as próprias emoções, regulando raiva, insegurança e ansiedade (o fator "Neuroticismo" do Big Five geralmente é reformulado em "Estabilidade Emocional" ou "Resiliência Emocional" para refletir o polo positivo de ajuste).
3. A Relação com as Competências Específicas
Além das cinco macrocompetências, o modelo do IAS se desdobra em 17 competências socioemocionais específicas. A macrocompetência funciona como um "domínio abrangente" que engloba um grande número de "instâncias específicas".
• A Autogestão (Conscienciosidade), por exemplo, inclui determinação, organização, foco, persistência e responsabilidade.
• A Resiliência Emocional (Neuroticismo) inclui tolerância ao estresse, tolerância à frustração e autoconfiança.
A avaliação no Instrumento Senna é feita nas 17 competências específicas, pois elas proporcionam uma visão mais rica e compreensiva e permitem um trabalho intencional mais específico.
4. Controvérsias da Abordagem
É importante notar que, embora o IAS promova o Big Five como um modelo consensual e cientificamente robusto, o modelo é alvo de controvérsias e críticas. O artigo O problema da avaliação das habilidades socioemocionais como política pública levanta os seguintes pontos:
• A-teoricismo: Críticos argumentam que o modelo carece de fundamento teórico e epistemológico, sendo derivado principalmente de uma técnica estatística (análise fatorial).
• Separação Cognição/Emoção: A abordagem é criticada por descartar a interdependência entre cognição e emoção (o Non-cognitive Assessment), perpetuando uma visão ultrapassada, enquanto a pesquisa em diversas ciências (Neurologia, Sociologia) busca a superação dessas dicotomias.
• Carga Valorativa: Os termos do Big Five carregam uma carga valorativa. Isso levanta o risco de simplificar a complexidade humana e de estigmatizar estudantes que não apresentem os traços estipulados como desejáveis (como ser organizado, disciplinado ou amável), transformando um modelo descritivo em normativo.
• Caráter Estático: O modelo pressupõe traços estáveis, o que é contestado por pesquisadores que veem a personalidade como mutável e influenciada pela aprendizagem social e cultura, e não apenas por fatores genéticos ou maturacionais
O modelo dos Cinco Grandes Fatores (ou Big Five), que busca descrever a estrutura da personalidade humana, foi inicialmente desenvolvido a partir de trabalhos precursores de autores como Cattell (1946, 1965) e Eysenck (1970).
O modelo propriamente dito, que se tornou influente, foi desenvolvido na década de 1980 por McCrae e Costa (1989).
Sobre o Modelo Big Five (Cinco Grandes Fatores)
O Big Five é um construto central em propostas de avaliação, como a Social and Emotional Non-cognitive Nationwide Assessment (SENNA), amplamente difundida no Brasil, inclusive pelo Instituto Ayrton Senna (IAS).
1. Componentes (OCEAN)
A abordagem se sustenta na ideia de que a personalidade humana pode ser analisada em cinco dimensões, conhecidas pela sigla OCEAN (Openness to experience, Conscientiousness, Extraversion, Agreeableness e Neuroticism). Essas dimens
.
Os Cinco Grandes Fatores são:
• Abertura a Novas Experiências (Openness to experience)
Os Big Five são construtos latentes, ou seja, variáveis que não são diretamente observáveis, obtidas por meio de análise fatorial. Essa análise é realizada sobre respostas de questionários amplos que abordam comportamentos representativos de diversas características da personalidade.
O modelo se baseia na hipótese lexical, segundo a qual os traços de personalidade mais relevantes para a vida das pessoas são codificados pela linguagem. Os proponentes do modelo afirmam que questionários aplicados em diferentes culturas e momentos do tempo demonstraram ter a mesma estrutura fatorial latente, levantando a hipótese de que esses traços se agrupam em torno de cinco grandes domínios.
3. Aplicação e Relevância
A proposta de medição das competências socioemocionais (ou “habilidades não cognitivas”) utiliza o Big Five como base teórica, defendendo que atributos como perseverança, autonomia e curiosidade são tão importantes quanto as habilidades cognitivas (medidas por testes de QI) para o sucesso escolar, a renda e a saúde na vida adulta. O objetivo é quantificar a importância relativa desses atributos.
Críticas e Controvérsias
Apesar de ser apresentado por seus proponentes como um consenso científico, o modelo Big Five é amplamente questionado na comunidade científica:
1. Reducionismo e Estigmatização: Há o risco de simplificar a complexidade do desenvolvimento humano e de reduzir a personalidade a poucos traços analisáveis separadamente. Os resultados de avaliações baseadas nesse modelo podem, inclusive, estigmatizar alunos cujas competências não correspondam às estipuladas como desejáveis.
2. Separação entre Cognição e Emoção: A proposta é criticada por descartar, por princípio, a relação intrínseca entre emoção e cognição (caracterizando a avaliação como Non-cognitive Assessment). Essa separação é vista como controversa, já que diversos campos das ciências buscam justamente a superação dessas dicotomias.
3. Caráter Estático e Imutável: Críticos como Boyle apontam que a personalidade é mutável, o que contradiz a ideia de um modelo que pressupõe traços estáveis. Essa descrição estática e determinista é criticada por inviabilizar a inter-relação complexa e não linear aceita pelas concepções que destacam o papel da cultura no desenvolvimento.
4. A-teoricismo: Autores como Block e Briggs criticam a abordagem por sua falta de fundamentação teórica, afirmando que ela procede de uma técnica estatística (análise fatorial) em vez de considerações teóricas e epistemológicas.
5. Viés Normativo: Os termos que compõem o modelo carregam uma carga valorativa. O modelo tem sido criticado por se tornar normativo em vez de meramente descritivo, ignorando o viés cultural e os valores que fazem com que certos traços sejam considerados positivos (como ser disciplinado e organizado) e outros, negativos.
Ao retomar as emoções de raiva e indignação de quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus, Rezende (2020) tece os questionamentos: “ a quem interessa o discurso de que o favelado não tem tempo para depressão? aqui, acrescentamos: a quem interessa o discurso de que estes/estas jovens não podem sentir raiva? devem cultivar sempre um bom humor e não se preocupar demais porque isso acabaria com a felicidade? A quem interessa um jovem que se mantém emocionalmente estável/competente mesmo diante de uma trilha estreita e repleta dos mais diversos obstáculos?
Com estas reflexões e considerando o contexto brasileiro, nos recortes de raça, gênero , classe social, como o discurso da felicidade efetivamente nos atravessa? Pensando mais especificamente no público ao qual estes materiais são destinados, ou seja, nos estudantes do NEM. em que este discurso da felicidade como meta de vida efetivamente implica em sua realidade?
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